Detecção de distúrbios neurológicos em cães com o Tendiboots™

Nós encontramos a Dra. Hélène Fugier, médica veterinária especializada em fisioterapia e reabilitação de animais de companhia, próxima a Cannes, no sul da França.

Com sua equipe composta por três auxiliares veterinárias, ela compartilhou conosco sua experiência com o uso do Tendiboots™ em casos de neuropatias que ela encontra em sua prática.

Os desafios da detecção precoce de distúrbios neurológicos em cães

Os primeiros sinais de distúrbios neurológicos podem às vezes ser difíceis de detectar, como a Dra. Fugier pôde constatar com uma cadela encaminhada ao seu consultório para acompanhamento de osteoartrite. No entanto, as investigações da veterinária permitiram determinar que o animal sofria de um problema completamente diferente.

Após sua avaliação inicial (auscultação, medições das amplitudes articulares, etc.), a Dra. Fugier não identificou nenhum sinal clínico típico de osteoartrite, condição que ela costuma tratar regularmente. A cadela, que havia sofrido um AVC algum tempo antes, apresentava na realidade um quadro diferente.

Uma avaliação complementar foi então realizada pela Dra. Fugier, a fim de analisar a locomoção do animal em dinâmica graças ao sistema Tendiboots™ Canine.

Os resultados obtidos contribuíram para reorientar o diagnóstico inicial e confirmar as suspeitas da veterinária: a cadela apresentava, na realidade, ataxia.

É provável que esta cadela também sofra de espondiloartrose, mas seu principal problema continua sendo a ataxia”, explica a Dra. Fugier.

O exame clínico, associado a dados objetivos e mensuráveis, permitiu assim evidenciar que se tratava de um distúrbio neurológico e não de um problema ortopédico.

Os padrões registrados pelo Tendiboots™: distinguir distúrbios ortopédicos de distúrbios neurológicos

Ataxie chien

Exemplo de caso apresentando ataxia:

Observa-se que a duração média da passada neste cão situa-se entre 911 e 1303 ms, enquanto em um cão saudável é de 730 ms.

A diferença média no número de passadas entre os membros contralaterais é de 0,8 em um cão saudável, contra 6 a 7 no cão apresentado ao lado.

Os valores em cães saudáveis foram observados em mais de 2.000 registros, com andamento e categoria de peso semelhantes aos do cão analisado neste exemplo.

Tempos de passada e fases de apoio mais longos:

Um parâmetro objetivo frequentemente alterado pelos distúrbios neurológicos é a duração da passada. Os tempos de apoio são geralmente mais longos em animais com ataxia.

Isso é um fenômeno ainda mais visível na hidroterapia, onde os atrasos são acentuados pela resistência da água. Em solo seco, isso pode ser menos evidente de observar, e os dados numéricos tornam-se então uma ajuda valiosa. Eles revelam, por exemplo, um tempo de passada de 800 ms nos membros anteriores, contra 1300 ms nos posteriores. Esse tipo de desaceleração entre os membros é um sinal adicional que sugere um distúrbio de origem neurológica”, explica a Dra. Hélène Fugier.

Também foi observado que o sistema Tendiboots™ permitia evidenciar diferenças objetivas na locomoção de acordo com a natureza do distúrbio. No caso de um problema ortopédico, o membro doloroso apresenta respostas repetitivas a cada passada, como uma redução sistemática do apoio, por exemplo.

Em contrapartida, em distúrbios neurológicos como a ataxia, os movimentos do animal são imprevisíveis e não repetitivos de uma passada para outra, refletindo seu desequilíbrio constante.

A precisão e a reprodutibilidade das medições do Tendiboots™ permitem detectar essas variações, oferecendo uma ferramenta objetiva para apoiar a distinção entre distúrbios neurológicos e ortopédicos.

Essas observações também são relatadas por nossos usuários na medicina veterinária equina. Diversos estudos mostram, de fato, que a duração das fases de apoio é aumentada em cavalos que apresentam neuropatias ou outras afecções neurológicas.

Isso foi particularmente apresentado pelo Dr. Stefano Tassan durante o congresso dos veterinários equinos italianos (SIVE) em 2023.

Confira este caso apresentado em nosso blog.

Desigualdades no número de passadas entre os membros:

Observado em vários de nossos usuários na medicina veterinária canina, verifica-se um aumento das diferenças no número de passadas realizadas em um mesmo período de tempo.

Por exemplo, em um cão acometido por hérnia de disco toracolombar, com déficit neurológico nos membros posteriores, observou-se que os membros posteriores realizam menos passadas do que os membros anteriores durante um registro.

O exame quantitativo como apoio à avaliação qualitativa

“É uma boa ferramenta para compartilhar de forma objetiva com os tutores as melhorias registradas no cão.

Alguns tutores percebem as melhorias, mas outros não, e nesse caso, as representações gráficas das análises são uma ajuda.” – Dra. Hélène Fugier

Encontre mais informações sobre o Centro de Reabilitação Cat&Dog da Dra. Fugier diretamente no site dela:
http://reeducation-veterinaire.fr

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